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Desporto

Comentários (0) | 22 de Dezembro de 2006

Ao Mafra Regional Raquel começou por dizer que não há diferença, quando está em jogo ou em treino, já que são tudo pessoas que jogam na mesma equipa. “Não é por eu ser rapariga que me tratam de maneira diferente”, refere.

Depois desta experiência, Raquel já sabe o que quer. “Este é o ultimo ano que posso jogar nos infantis masculinos, na próxima época vou tentar jogar num clube onde tenha futebol feminino. Tenho dois sonhos que vou tentar concretizar, gostava de chegar à Selecção Nacional Portuguesa e ser professora de Ciências”.

O seu treinador, Jorge Romão, começou por dizer ao Mafra Regional que a Raquel já trabalha consigo há dois anos e elogiou a sua prestação. “Tem feito um trabalho extraordinário, têm desenvolvido muito de ano para ano, e estou convencido que no futuro vamos ter uma grande atleta concelhia. A Raquel têm uma grande personalidade e não sente qualquer diferença no meio do rapazes. Tecnicamente é acima da media e nota-se em campo a sua evolução”.

José Simões, o pai, afirmou que “a Raquel quando está em casa prefere a bola às bonecas. A mãe e a avó passam o tempo a pedir para ela não jogar à bola dentro de casa. Eu adoro Futebol e vejo os jogos dela com muitos nervos. Já não queria que ela jogasse, até lhe disse para praticar outro desporto mas ela só quer Futebol”.

“Fico feliz por ver que a Raquel está feliz quando joga Futebol”, conclui o pai orgulhoso da atleta empenhada.





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